"Todo dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia. Fim da tarde a terra cora e a gente chora porque fim da tarde. Quando a noite, a lua mansa e a gente dança venerando a noite"
Sempre é comovedor o ocaso por mais indigente e charro que seja, porém mais comovedor ainda é aquele brilho desesperado e final que enferruja a planície quando o sol último afundou. Nos dói suster essa luz intensa e distinta, essa alucinação que impõe ao espaço o unânime medo da sombra e que cessa de repente quando notamos sua falsidade, como cessam os sonhos quando sabemos que sonhamos.
Um comentário:
Me lembrou disso:
Brilho Final
Sempre é comovedor o ocaso
por mais indigente e charro que seja,
porém mais comovedor ainda
é aquele brilho desesperado e final
que enferruja a planície
quando o sol último afundou.
Nos dói suster essa luz intensa e distinta,
essa alucinação que impõe ao espaço
o unânime medo da sombra
e que cessa de repente
quando notamos sua falsidade,
como cessam os sonhos
quando sabemos que sonhamos.
Jorge Luis Borges
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