sexta-feira, janeiro 16

:: Sobre "o quereres"

Hoje acordei preguiçosa, verdade. Mas essa coisa de ter manicure me tira da cama sempre. Coisa de menininha. Eu sei. Então ouvi Baobä Stereo Club pela manhã, que foi a última oferta dele - e incrível, como de costume - enquanto tomava leite com café, esparramada no sofá. Meio desanimada ainda com o sol que não aparecia.

Tirando o esmalte parisiense, que ela me deu, para colocar algo bem leve, quase nulo, as nuvens abriram e lá estava um dia claro. Tudo que eu queria era ligar pra ele aos gritos, no máximo da empolgação, que ele conhece como é, dizendo, ammooorrrr, o sol! Eu queria mesmo ligar e comemorar o nosso find na praia e explicar a minha situação de hoje, de muito trabalho, leitura, entrevistas e afins, e ver como ele prefere combinar, porque não vou ter tempo de comprar os aparetivos, que ficamos responsáveis, hoje. Quero saber se ele prefere sair 5h30 ou 6h. Ou, de repente, 6h30. Quem sabe, 5h. E se vai mesmo dormir lá longe na casa dele ou vai encostar lá na minicasa, porque meu sofá é bem macio, ele sabe.

De unhas feitas e anel verde, sai de janela aberta e música alta, como se já fosse estrada. Fui buscar o meu vestido amerelo, como se nem importasse a volta que estava dando de carro e o tanto que terei de me concentrar hoje no jornal. E então aumentei o som, enquanto Daft Punk tocava ali no repeat.

(parenteses: Foi assim, na segunda, perguntei qual foi a última música do set, que eles tocaram na festa e eu me acabei. Robot Rock, do Daft Punk. Em seguida, pedi um disco pro meu fornecedor exclusivo de arquivos, que nunca dá bola fora - mas ali não tinha a música. No dia seguinte, ele veio até a minha mesa, lá de outro andar, com o disco gravado, "Daft Punk Alive 2007", e eu, que pareço tonta nessas horas, nem soube agradecer de tanto que gostei. fecha parenteses)

Depois de tudo, no caminho para o jornal, com um som um pontinho mais alto a cada parada, fiquei pensando que vou levar o disco pra gente ouvir na estrada. Para colocar quando a gente não quiser mais conversar. É. A gente sempre quer conversar. Passamos horas. Trabalho, as desiluções afetivas e os rankings proibidos. Amigo mesmo, do coração. E ele guardou a carta de amor que escrevi pra ele quando era uma adolescentinha. Eu, guardei a dele, que repetia mil vezes, não sei o que escrever e minha letra é feia. E é mesmo. Mas ele sabia o que escrever.

Um comentário:

Bernardo disse...

Graças ao Pai que a letra feia não aparece aqui no blogue. Música boa na viagem por favor! Tem que levar sim esse som. Inclusive estou tentando providenciar algo que deve interessar. Pra entender do que se trata: http://www.motownremixed.com . Ah, vou adorar escolher os aperitivos comestiveis e bebestiveis também, esses últimos principalmente. Enquanto passa a 6a feira, mantras para sol no fim de semana. Back to work, ainda falta construir um império do e-commerce...até parece que esse é o objetivo.